domingo, 10 de junho de 2012

Escolas...



 


Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo.

Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo.

 Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado."


                                                             

                                                        Rubem Alves

domingo, 3 de junho de 2012

História e memória

História e memória
GUILHERME AUGUSTO ARAÚJO FERNANDES Escrito por Mem Fox
Ilustrado por Julie Vivas


Era uma vez um menino chamado Guilherme Augusto Araújo Fernandes e ele nem era tão velho assim.
Sua casa era ao lado de um asilo de velhos e ele conhecia todo mundo que vivia lá.
Ele gostava da Sra. Silvano que tocava piano.
Ele ouvia as histórias arrepiantes que lhe contava o Sr. Cervantes.
Ele brincava com o Sr. Valdemar que adorava remar.
Ajudava a Sra. Mandala que andava com uma bengala.
E admirava o Sr. Possante que tinha voz de gigante.
Mas a pessoa que ele mais gostava era a Sra. Antônia Maria Diniz Cordeiro, porque ela também tinha quatro nomes, como ele.
Ele a chamava de Dona Antônia e contava-lhe todos os seus segredos.
Um dia, Guilherme Augusto escutou sua mãe e seu pai conversando sobre Dona Antônia.
- Coitada da velhinha - disse sua mãe.
- Por que ela é coitada? - perguntou Guilherme Augusto.
- Porque ela perdeu a memória - respondeu seu pai.
- Também, não é para menos - disse sua mãe. - Afinal, ela já tem noventa e seis anos.
- O que é memória? - perguntou Guilherme Augusto.
Ele vivia fazendo perguntas.
- É algo de que você se lembre - respondeu o pai.
Mas Guilherme Augusto queria saber mais; então, ele procurou a Sra. Silvano que tocava piano.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo quente, meu filho, algo quente.
Ele procurou o Sr. Cervantes que lhe contava histórias arrepiantes.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo bem antigo, meu caro, algo bem antigo.
Ele procurou o Sr. Valdemar que adorava remar.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo que o faz chorar, meu menino, algo que o faz chorar.
Ele procurou a Sra. Mandala que andava com uma bengala.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo que o faz rir, meu querido, algo que o faz rir.
Ele procurou o Sr. Possante que tinha voz de gigante.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo que vale ouro, meu jovem, algo que vale ouro.
Então Guilherme Augusto voltou para casa, para procurar memórias para Dona Antônia, já que ela havia perdido as suas.
Ele procurou uma antiga caixa de sapatos cheia de conchas, guardadas há muito tempo, e colocou-as com cuidado numa cesta.
Ele achou a marionete, que sempre fizera todo mundo rir, e colocou-a na cesta também.
Ele lembrou-se, com tristeza, da medalha que seu avô lhe tinha dado e colocou-a delicadamente ao lado das conchas.
Depois achou sua bola de futebol, que para ele valia ouro; por fim, entrou no galinheiro e pegou um ovo fresquinho, ainda quente, debaixo da galinha.
Aí, Guilherme Augusto foi visitar Dona Antônia e deu a ela, uma por uma, cada coisa de sua cesta.
"Que criança adorável que me traz essas coisas maravilhosas", pensou Dona Antônia.
E então ela começou a se lembrar.
Ela segurou o ovo ainda quente e contou a Guilherme Augusto sobre um ovinho azul, todo pintado, que havia encontrado uma vez, dentro de um ninho, no jardim da casa de sua tia.
Ela encostou uma das conchas em seu ouvido e lembrou da vez que tinha ido à praia de bonde, há muito tempo, e como sentira calor com suas botas de amarrar.
Ela pegou a medalha e lembrou, com tristeza, de seu irmão mais velho, que havia ido para guerra e que nunca voltou.
Ela sorriu para a marionete e lembrou da vez em que mostrara uma para sua irmãzinha, que rira às gargalhadas, com a boca cheia de mingau.
Ela jogou a bola de futebol para Guilherme Augusto e lembrou do dia em que se conheceram e de todos os segredos que haviam compartilhado.
E os dois sorriram e sorriram, pois toda a memória perdida de Dona Antônia tinha sido encontrada, por um menino que nem era tão velho assim.

Fonte:
FOX, Mem. Guilherme Augusto Araújo Fernandes. São Paulo: Brinque-Book, 1984.

http://www.educarede.org.br

domingo, 11 de março de 2012

Agências - Trabalhando com leitura, interpretação de texto e verbos. 7º ano

 Leia o texto "Agências criam 'cidade mais limpa" e observe atentamente os outdoors. Depois, responda às questões abaixo:

Agências criam 'cidade mais limpa'
Propaganda & Marketing propõe uma homenagem a São Paulo inspirada no "Cidade Limpa"

 Vários caminhos a refletir. O tema "Cidade Limpa", proposto pelo Propaganda & Marketing para a criação de peças exclusivas do aniversário da cidade de São Paulo, que está completando 453 anos, inspirou os publicitários da Famiglia, Leo Burnett, Lew'Lara, McCann Erickson, W/Brasil e Y&R a criarem peças participativas, de tom social, de incentivo à continuidade da "limpeza" na cidade e até no próprio segmento de publicidade. A McCann criou o site SOSP, que vai transformar em projeto, com patrocínio da própria agência, as dez melhores idéias sugeridas por internautas para ajudar a melhorar a cidade. Famiglia e Lew'Lara também questionam os indicadores sociais da cidade. O vp de criação da Lew'Lara, Marco Versolato, afirmou que a agência preferiu não tomar partido em relação à polêmica lei "Cidade Limpa" e levantou outro ponto de reflexão. "Legal tirar os outdoors. Mas que cidade a gente vai ter?", questionou. O sócio-presidente da Famiglia, Atila Francucci, afirmou que é um bom momento para discutir os aspectos sociais da cidade. "O argumento Cidade Limpa é muito válido mas não é só isso. A cidade tem de ser limpa da miséria, de pobreza". A Y&R brincou com a figura do bandeirante paulista Borba Gato, que ficou caracterizado na peça como um militante do movimento "Cidade Limpa" ao segurar uma vassoura. O vice-presidente de criação da Leo Burnett Brasil, Ruy Lindenberg, acha que a cidade está horrível. "Não vejo prejuízos com a retirada da propaganda da cidade. Vejo benefício. Mas não é só isso. A cidade vai ficar mais feia", afirmou. Ele acredita que deve haver uma remodelagem arquitetônica de São Paulo. E analisa que seria mais produtivo replanejar em vez de simplesmente "ficar gritando para não mexer em outdoor". O vp de criação da Y&R, Tomás Lorente, acredita também que "a cidade precisa de mais coisas". Para terminar, o diretor de criação da W/Brasil, Rui Branquinho: "Cidade limpa é sinal de desenvolvimento. Propaganda boa também".

Após a leitura silenciosa e individual do texto responda às seguintes perguntas em seus cadernos:
  
1. Os publicitários não têm a mesma opinião sobre a lei conhecida pela expressão 'Cidade limpa'. Cite 2 diferentes posições sobre o assunto que aparecem no texto.

2. Qual é o principal argumento usado pelos publicitários para discutir o problema da "limpeza" da cidade de São Paulo?

3. Por que a lei 'Cidade limpa' tornou-se uma polêmica?

Relembrando:

O que é uma locução verbal?
A locução verbal é o conjunto formado de um verbo auxiliar + um verbo principal.O verbo principal, último termo da locução, vem sempre na forma nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio) e traz a ação principal que se quer transmitir.
Qual é a diferença entre verbo e locução verbal?
Verbos e locuções verbais expressam ação, estado, mudança de estado ou fenômeno da natureza. A diferença é que, para expressar tais processos, no caso da locução verbal, são usadas mais de uma palavra. Assim, ao invés de dizermos "Você dança muito bem" (dança: verbo), quando usamos locução verbal, dizemos "Você está dançando muito bem" (está: verbo auxiliar + dançando: verbo principal no gerúndio).

Observe atentamente os outdoors.








1. Identifique as locuções verbais presentes nos 3 outdoors.

2. Copie as frases presentes nos 3 outdoors, trocando as locuções verbais por verbos.

3. Compare as frases originais, usando locuções verbais, com as frases reescritas, usando verbos. O sentido de cada uma delas permanece igual? Justifique sua resposta.

4. Se você estivesse na rua e lesse os 3 outdoors, você preferiria ler os textos com locuções verbais ou com verbos? Justifique sua preferência.

5. Se você fosse o publicitário que criou os 3 outdoors, como você explicaria o motivo pelo qual você escolheu utilizar locuções verbais?



UCA - Verbo e locução verbal - Portal do professor


domingo, 10 de julho de 2011

Projeto Meio Ambiente: Plantando com Alegria




Despertar nos alunos o respeito e os cuidados que devemos ter com o meio ambiente para garantir o futuro da humanidade foi um dos objetivos do trabalho voltado aos alunos do Pré II da Escola Municipal Antônio de AlmeidaVeras .

A apresentação do trabalho aconteceu na semana Municipal de Meio Ambiente. “Criamos bonecos com meia calça, acessórios, sementes, terra e água. Enquando as sementes germinavam desenvolvemos atividades em sala de aula com histórias, músicas, desenhos, pinturas e massinha de modelar com a participação diária dos alunos envolvidos”.

O projeto foi voltado para que os alunos aprendessem a valorizar a importância da natureza de forma lúdica e divertida.  “Montamos a cabeça de um boneco utilizando meias e sementes. No momento em que as sementes germinavam ia formando os cabelos dos bonecos e, com isso, as crianças puderam acompanhar o desenvolvimento de um ser vivo e despertarem a responsabilidade de cuidar, acompanhar o crescimento e entender a importância da natureza, estabelecendo relações entre o meio ambiente e suas formas de vida”.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Trabalho em conjunto


É por meio de nossos pensamentos , questionamentos que conseguimos resolver as dificuldades enfrentadas no dia a dia. E quando compartilhamos, refletimos, discutimos nossas ideias, logo soluções criativas impulsionam novas respostas para os mesmos. A educação de hoje necessita dessa interação entre professor e aluno, isto é, uma educação desafiante que faça pensar e descobrir as respostas.para as dúvidas encontradas.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010


Educador

"Ensinar é um exercício de imortalidade.
e alguma forma continuamos a viver, naqueles cujos olhos,
aprenderam a ver o mundo, pela magia da nossa palavra.
O professor não morrerá jamais".
Rubem Alves

Parabéns a todos nós professores,
Que nossos sonhos um dia se realizem, o sonho de uma escola justa,
digna, que valorize o que temos de bom, a vontade de ir em frente....

"Ai de nós se deixarmos de sonhar sonhos impossiveis.....
Os possíveis realizamos, os impossíveis só depende de nós...."
Paulo Freire...